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Conheça abaixo as perguntas mais frequentes recebidas pelo Dr. Felipe Pires – Médico Ortorpedista que é Especialista em Pé e Tornozelo:

JOANETES

O que é joanete?

Joanete é uma deformidade do primeiro dedo do pé, que forma uma proeminência medial ( chamada de exostose) e desvio lateral do dedo. A deformidade é mais corretamente chamada de Hallux Valgus

O que é Hallux Valgus ?

É o mesmo que joanete. Hallux é o termo em Latim que significa o maior dedo do pé (1º dedo), o chamado dedão do pé, e Valgus a posição que este assume em relação ao eixo longitudinal do corpo, isto é, em valgo (afastando-se do eixo do corpo).

Qual a causa do joanete ?

O principal fator para que ocorra a deformidade do joanete é a hereditariedade (pé plano, herança familiar genética, frouxidão ligamentar familiar) e o segundo, é o uso de sapatos de salto alto e bico fino. Existem ainda outras causas como as doenças degenerativas (artrite reumatóide, artrose, gota) e alterações neurológicas (derrame, paralisia cerebral, trauma medular).

A dor do joanete pode ser tratada sem cirurgia ?

Sim. A modificação do tipo de sapato usado, aumentando a largura e restringindo o uso de bicos finos alivia a pressão sobre a calosidade. O uso de protetores e acolchoamentos também pode aliviar os sintomas. É importante frisar que a deformidade não regride sem o procedimento cirúrgico, apenas a dor e a inflamação da calosidade pode ser aliviada com os meios conservadores.

O joanete só ocorre em pessoas adultas ?

Não. A deformidade pode ocorrer na infância e adolescência, e é conhecida como  halux valgo juvenil.

Qual o objetivo do tratamento cirúrgico para o joanete ?

O objetivo primário do tratamento cirúrgico é aliviar a dor do paciente, restaurando a relação anatômica articular e o alinhamento do dedo.

Como é realizada a cirurgia do joanete ?

Existem centenas de técnicas para a correção do joanete. A técnica que utilizo em meus pacientes é a técnica percutânea ou minimamente invasiva.

O que é a técnica percutânea ou minimamente invasiva para joanete ?

É a técnica que consiste em realizar a correção do joanete (halux valgo) através de mini-incisões (mínima cicatriz ou sem cicatriz), com apoio imediato dos pés após o ato operatório, com menor agressão e consequentemente sem dor ou mínima dor e sem o uso de placas ou parafusos.

Como é o pós-operatório ?

Após a cirurgia o paciente é liberado para realizar apoio total do pé com ajuda de uma sandália especial. No término do ato cirúrgico realizo um curativo que irá manter a correção do joanete. Este curativo só poderá ser trocado em minha clínica e por nenhuma hipótese poderá ser retirado sem a minha presença.

Que resultados podem ser esperados da cirurgia do joanete ?

Resultados excelentes são alcançados com a cirurgia, conseguindo retirar toda a proeminência óssea, alinhando novamente o dedo e mantendo o paciente sem dor.

O joanete pode voltar ? Recidivar ?

Sim. Sempre existe uma perda mínima da correção após alguns anos da cirurgia. A recidiva completa da deformidade pode ocorrer caso o paciente não siga corretamente as orientações do seu ortopedista. Pacientes jovens são mais propensos a voltar a usar calçado de salto alto e bico fino rotineiramente, promovendo novamente um fator deformante da articulação do dedo.

FRATURAS DO TORNOZELO

Como ocorrem as fraturas do tornozelo ?

As fraturas que envolvem o tornozelo são muito freqüentes. Acidentes de trânsito, quedas de altura e lesões esportivas são algumas das causas desse tipo de fratura, sendo o mecanismo muito similar ao do entorse, porém, com maior impacto, força e velocidade torcional.

Como são avaliadas as fraturas do tornozelo ?

A história do paciente e o relato do trauma são importantes para a avaliação médica inicial e podem indicar a suspeita de uma fratura. A incapacidade de apoiar o pé no chão, dor à palpação óssea do tornozelo, edema e hematomas, são sinais clínicos normalmente presentes nas fraturas do tornozelo. O raio X fornece informações importantes para o tratamento, como a localização e a extensão do(s) traço(s) da fratura, o desvio dos fragmentos ósseos e as lesões ligamentares associadas, principalmente a lesão da articulação tibiofibular (sindesmose).

Quais os tipos de fraturas do tornozelo ?

Existem classificações médicas complexas para as fraturas do tornozelo, pois apresentam diversos tipos e com diferentes graus de gravidade. Basicamente, elas podem envolver apenas um dos lados do tornozelo, sendo chamadas de uni-maleolares, ou acometer ambos os lados, chamadas de bi-maleolares. Isto é, pode ocorrer fratura da fíbula (maléolo lateral) ou da tíbia (maléolo medial) ou de ambos os ossos. Existe também a tri-maleolar, quando ocorre a fratura da porção posterior da tíbia juntamente com a fratura do maléolo lateral e medial. Traumas graves podem ocasionar o deslocamento completo dos ossos do tornozelo associada à fratura, o que chamamos de fratura-luxação do tornozelo. Em alguns casos, pode ocorrer a lesão da pele e a exposição óssea, ocasionando fraturas expostas. São lesões importantes que necessitam tratamento de urgência para limpar, fixar e restabelecer a anatomia normal do tornozelo.

Como são tratadas as fraturas do tornozelo ?

A conduta após a cirurgia deve ser individualizada para cada tipo de fratura, de acordo com a saúde e qualidade óssea do paciente e o grau de estabilização da fixação adquirida durante o procedimento. Na maioria dos casos, não é necessária uma bota imobilizadora e apoiar o pé não é permitido aproximadamente por 4 a 6 semanas. Curativos são realizados e os pontos retirados de duas a três semanas. A fisioterapia e os exercícios para recuperar a função do tornozelo são iniciados precocemente, quando já existe melhora sintomática e sinais de consolidação óssea ao raio X.

Como é o pós-operatório de uma fratura do tornozelo ?

A conduta após a cirurgia deve ser individualizada para cada tipo de fratura, de acordo com a saúde e qualidade óssea do paciente e o grau de estabilização da fixação adquirida durante o procedimento. Na maioria dos casos, utiliza-se uma bota imobilizadora rígida e o apoio não é permitido por aproximadamente 45 dias. Curativos são realizados e os pontos retirados em duas semanas. A fisioterapia e os exercícios para recuperar a função do tornozelo são iniciados precocemente, quando já existe melhora sintomática e sinais de consolidação óssea ao raio X.

 

ENTORSE NO TORNOZELO

Torci o tornozelo e agora o que eu faço?

A torção, ou entorse do tornozelo, é uma das mais freqüentes lesões ortopédicas. Pode acontecer durante a prática de esportes ou atividades corriqueiras como caminhar ou descer uma escada. O fato é que muitas pessoas já viveram esta experiência,sofrendo torções que podem ser leves e sem maiores repercussões ou lesões graves que necessitem de tratamento médico.

O que fazer então quando torcemos o tornozelo ou o pé?

Imediatamente após a torção deve-se aplicar gelo sobre o local doloroso (pode ser um saco plástico, envolvido em uma toalha ou um recipiente com água e gelo) por período de 20 minutos e manter o tornozelo e pé elevados. Nas lesões onde a dor é intensa, o inchaço local é imediato e o “pisar”no chão passa a ser impossível, a avaliação de um ortopedista se torna indispensável. A maioria dos entorses serão tratados com imobilizações (que podem variar do gesso às órteses e tornozeleiras esportivas) por um período de 7 a 21 dias e a seguir, para que haja uma recuperação completa e sem seqüelas, o paciente é encaminhado para um programa de reabilitação fisioterápica.

É preciso realizar algum exame?

Nos entorses leves muitas vezes não. Entretanto, nos casos mais graves, as radiografias do pé e tornozelo são indispensáveis para que se possa afastar ou confirmar a hipótese de uma possível fratura. Após o período inicial de imobilização, o paciente deverá ser reavaliado. Caso haja suspeita de uma lesão ligamentar grave ou outras lesões associadas (rupturas de tendões, fraturas osteocondrais, etc), um Ultrassom ou uma  Ressonância magnética deverá ser solicitada.

Ruptura dos Ligamentos do Tornozelo

Vale ressaltar que, mesmo na presença de rupturas dos ligamentos do tornozelo (com exceção feita às rupturas graves dos ligamentos da sindesmose tíbio-fibular distal), a tentativa de tratamento conservador (sem cirurgia), por meio de reabilitação fisioterápica, é o que recomenda a maioria dos estudos clínicos realizados até o momento. Na falha do tratamento conservador (não cirúrgico) ou na presença de outras lesões graves associadas, o tratamento cirúrgico passa a ser indicado. O tratamento cirúrgico também está indicado nos casos em que haja instabilidade crônica , ou seja, àqueles que sofram torções com muita frequência (entorses de repetição), pois esta instabilidade pode causar sequelas irreversíveis a longo prazo.

Dúvidas?

Na dúvida, consulte um médico ortopedista especialista em Cirurgia do Pé e Tornozelo e solicite maiores orientações.

COMO ANDA A SAÚDE DOS SEUS PÉS?

Os pés sustentam o nosso corpo e mais do que tratar, o serviço médico de Ortopedia em meu consultório trabalha para prevenir e favorecer a saúde e locomoção do nosso corpo. Sintomas como dor e a disfunção correspondem ao local que deverá ser examinado para realizar o tratamento. Os procedimentos modernos e eficazes são embasados nas evidências da medicina e incluem orientações, cirurgias minimamente invasivas, preservadoras e reconstrutivas.

Aqui abaixo vai 05 dicas importantes para a saúde dos seus pés!

HIDRATAÇÃO

As células da superfície da pele absorvem o hidratante e ficam mais saudáveis. Quando você deixa o pé seco, ele se machuca e abrem pequenas rachaduras, que servem de porta de entrada para bactérias. O creme evita essas fissuras, e há duas coisas importantes para observar na hora de comprar um hidratante.Eles devem conter, preferencialmente, lanolina e vaselina. Além disso, é bom evitar passar muita lixa, porque isso aumenta a calosidade e engrossa a sola.

OBSERVAÇÃO

Ficar atento a calos, bolhas e manchas avermelhadas pode ajudar você a entender se está usando um sapato adequado ou não. Se perceber que o sapato está deixando o pé marcado, pode ser um sinal de que precisa mudar de calçado. Às vezes, aumentar ou melhorar a amarração já pode ser suficiente.

ANDE DESCALÇO

Andar descalço é bom porque preserva a saúde dos pés e mantém os músculos ativos, as articulações móveis e as juntas saudáveis. O pé é tão vivo quanto suas coxas, pernas e braços. Pé dentro de calçado fica “enjaulado”, com pouca possibilidade de se mexer. Pode-se andar descalço com meia, para quem não gosta de caminhar com os pés diretamente no chão. Só é preciso ter cuidado com os idosos, que tendem a escorregar mais. Por isso, eles precisam de sapatos antiderrapantes.

FLEXIBILIDADE

Na hora de comprar um calçado, uma boa dica é sempre optar pelo mais maleável. Na hora de experimentar, busque o conforto. Evite tênis com solados muito rígidos. Caso haja interesse em realizar caminhadas ou corridas o exame da pisada é muito importante para escolha do tênis ideal.

AMORTECIMENTO

Na hora de escolher um sapato para caminhar ou correr, é fundamental perceber se ele tem amortecedor. Quando você caminha, seu corpo recebe impacto. No dia a dia, amortecer essa pressão é importante, ainda mais para quem corre ou caminha por muito tempo ou para quem está começando.

 

Lembrando que o ideal é procurar um médico ortopedista especializado no assunto para verificar o seu caso específico!.


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